domingo, 27 de dezembro de 2009

Entrevista com Sidney Filho: O ROCK SALVA




Entrevista originalmente publicada no blog do Nicolau: www.qualquerbossa.blogspot.com



O cearense Sidney Filho chegou em Belém há 15 anos. Meu colega de turma na universidade de jornalismo, aprontou muito no circuito independente da cidade. Começou a escrever para internet em 1999, para o site www.ibelem.net, onde assinava a coluna "Nem Alhos, Nem Bugalhos". Em 2004, começou a escrever também para outro extinto site paraense www.miriti.com.br, com uma coluna já dedicada exclusivamente a divulgação das novidades sobre as bandas autorais paraenses. Em 2005, colaborou com o site www.senhorf.com.br. Em 2007, escreveu para o site www.showlivre.com.br, e o nome da coluna era "Independência ao Norte". Sem deixar o Show Livre de lado, Sidney alimenta com freqüência dois blogs que já são referência na blogosfera paraense, o Ver-O-Pop e o Rock Pará. Agora Sidney Filho deu um passo adiante, tendo seu trabalho reconhecido internacionalmente. Ele é o mais novo colaborador internacional do portal do selo americano Nada Label, que traz entre suas missões e objetivos promover a interação do público americano com os artistas de vanguarda do rock e da música contemporânea, inclusive pelo Brasil. Graças a ele, a audiência do Bafafá Pro Música, por exemplo, já é internacional. Sidney Filho tem grandes serviços prestados ao rock e à música paraense. Confiram o bate papo que tivemos no dia do Natal.

Nicolau: Como foi que o pessoal do Nada Label descobriu você?

Sidney Filho: Eu recebi um recado pelo Facebook da Delyse-Braun, que tinha conhecido os meus blogs. Ela afirmava que tinha gostado do conteúdo. Ela disse que trabalhava no selo americano de música independente Nada Label. E começamos a trocar figurinhas. Na semana passada, rolou uma apresentação geral com todos os integrantes do site e do selo. E hoje em dia, eu já faço parte da equipe como colaborador e divulgador da música paraense.

Como começou seu envolvimento com a música independente do Pará?
Antes de vir para Belém, eu tinha vindo de Recife, onde morei oito anos. Presenciei todo o nascimento do Manguebeat e quando cheguei aqui, pirei com a cena. De cara virei roaddie de uma das melhores bandas de trash metal do Brasil, o DNA. Depois já na faculdade, conheci outras bandas como Pig Malaquias e Norman Bates, que estava começando. Ainda na faculdade montei dois zines: Torpedo 136 e ZONA.

Você nasceu onde?
Eu sou cearense, mas morei em milhares de cidades. O meu pai é militar da reserva da Aeronáutica. "Não sou de nenhum lugar, sou de lugar nenhum". Mas estou em Belém há 15anos. Sou praticamente paraense, e com muito orgulho.

Você também produziu umas festas e trabalhou com algumas bandas já dessa geração da música paraense. Conta um pouco...
Bem, eu produzi várias bandas: Cravo Carbono, A Euterpia e Madame Saatan. Além disso, eu, o meu primo (Miler) e o meu irmão (Beto) produzimos uns eventos no Mormaço, quando no Mormaço só ia a pior espécie, que foi o "Ver-o-Pop", que atualmente é o nome de um dos blogs que edito.

Você é um observador atento dessa tal cena paraense. Como você avalia o momento atual? Estamos preparados para mais um ciclo de expansão do rock e da música paraense?
O que é mais interessante atualmente é que estamos passando por uma época de transição, muito mais ligada ao mercado. Muitas coisas ainda estão indefinidas. Só que o mais importante é que Belém é o olho do furacão, sobretudo, quando se fala de música contemporânea. Uma cidade que gera bandas nada parecidas, como Norman Bates, Madame Saatan e Retaliatory, por exemplo, merece atenção do mercado.

Pois é, e tem o Aeroplano, Suzana Flag, Juca Culatra, Pio Lobato, Clepsidra e um monte de coisa diferente e "fresca" aos ouvidos...
Sem contar os Mestres Verequete, Cupijó, Laurentino, Chico Braga etc. Belém é um celeiro de músicos e músicas inacreditáveis!

Você acha possível que artistas como esses, por exemplo, possam estar lançando em breve discos por selos internacionais?!
Eu acho que hoje em dia, vivemos a maior revolução de todos os tempos, que é o poder da comunicação, através da internet. Então, por exemplo, o BNegão já excursionou para Europa várias vezes, com contatos feitos pela internet. Seria, sim, completamente viável.

Engraçado que Belém, às vezes, parece surda para algumas dessas coisas. O movimento tem que vir sempre de fora pra dentro?
O mais absurdo é isso. Aqui é um celeiro de músicos geniais; mas como tudo no Brasil é preciso que alguém de fora reconheça, para que a população local também acabe dando valor. Infelizmente, isso é coisa de brasileiro mesmo. Mas os ouvidos já estão se abrindo. Apesar disso, parece que as bandas locais vivem num universo paralelo que a elite falida da cidade prefere não reconhecer e é viciada em festinhas que tocam as tristes bandas cover, ou os DJs, que ainda tocam Dire Straits e U2. Essas bandas mega grandes não precisam disso, e nas festas daqui deveriam tocar as bandas autorais, tanto nos palcos quanto nas pick ups.

Muitas vezes os caras ignoram mesmo. Não há conexão entre certos DJs descolados e a produção local. Na verdade há uma certa disputa entre DJs, produtores e músicos. Alguns são mais estrelas do os ‘”artistas”. Isso também parece uma característica de Belém...
Eu acho isso tudo muito surreal. Porque em São Paulo, eu cheguei a ouvir La Pupuña e Suzana Flag numa festa da Outs (só não lembro quem era o DJ). Então, não querendo ser demagogo ou algo parecido, mas a palavra de ordem de 2010 será SOMA. Não dá mais para haver essa disputinha barata, todos têm o mesmo objetivo: impulsionar a cena. Então, como já disseram os Ramones várias vezes: Hey Ho!! Let's Go!!



FELIZ ANO NOVO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Impressões sobre o Teatro Mágico...E um Feliz Natal








Devo confessar que fui para o show do Teatro Mágico, no deck do Hangar (Belém do Pará) cheio de pré-conceitos. E a melhor coisa é ir para uma apresentação sem conhecer praticamente nada da banda. As expectativas são maiores e as melhores.


Na verdade, tudo começou mesmo, com a presença de Everton Rodrigues (assessor de imprensa) e Gustavo Anitelli (produtor executivo), que fazem parte da equipe do Teatro Mágico, e que se reuniram para discutir com fãs da banda, com jornalistas e produtores culturais da cidade sobre a principal premissa que impera no mundo, atualmente, o poder da internet. Isto é, um novo paradigma está imperando e os grandes empresários da cultura da música não querem aceitar, o poder da Música Pra Baixar (http://musicaparabaixar.org.br/).


Já no dia do show era possível sentir uma certa comoção na cidade, todas as pessoas só falavam da banda, Bem ou Mal. Fui, realmente, para ver qual era daquela história toda. O único pesar da programação do evento foi a abertura feita pela banda do Exército (nada contra); mas por que não colocaram uma banda autoral do Pará para abrir? Fica a dica.


Bem, quando começou o show, estavam presentes mais de duas mil pessoas em todos os espaços possíveis, era algo impressionante. Ainda não consigo citar os nomes das músicas, porque ainda sou um fã novo (isso mesmo, virei fã da banda). Eles conseguem ser odiados ou amados de uma forma intensa.


O que se vê é uma mistura muito bem feita e impressionante, de boa música, teatro, artes cênicas e o que mais vier. Além disso, o vocalista Fernando Anitelli tem um relação interessante com os fãs, transformando-os em parceiros durante toda a catarse. Além de tudo isso, esse espetáculo memorável ainda contou com a participação dos guitarristas paraenses sensacionais do Ponto de Cultura Casarão Cultural Floresta Sonora, Léo Chermont e Marcelo Gummy


Bom, posso falar que virei fã mesmo. Muito Obrigado.....Aproveitando Feliz Natal pra todos e....SÓ A BOA MÚSICA SALVA.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Entrevista Especial: Vinicius Passos - Editor-chefe do blog 100 grana - Cultura Pop para Lisos


Diego Andrade, Vinicius Passos, Danilo Passos e Sérgio Fiore (Revista Época)



www.100grana.com.br


O blog paraense 100 Grana - Cultura Pop para Lisos já se tornou referência do blogosfera paraense, através da revista Época (http://100grana.wordpress.com/2009/09/09/sim-o-100grana-esta-na-revista-epoca/), e além disso foi o vencedor da categoria "Blog de Opinião" da segunda edição do concurso "Melhor Blog Paraense". Conheça mais desse fenômeno da internet, nessa entrevista com o Editor-chefe, Vinicius Passos.



Como surgiu a idéia de fazer o blog 100 Grana?

Em 2003, éramos um trio de lisos que, empolgados com a mídia dos blogs, e decidimos fazer um próprio falando sobre o que mais gostávamos (cinema, quadrinhos, tevê, etc.), mesmo sem ter dinheiro pra comsumir tudo isso direito, daí nasceu o nome. Em 2006, depois de idas e vindas, resolvemos dar uma cara mais profissional ao negócio e agora estamos com novos rumos adiante.

Qual era a experiência de cada integrante do blog, no mundo cibernético, antes do 100Grana?

Basicamente, todos tínhamos experiência como usuários, apenas.

Como foi a repercussão da matéria na revista Época sobre o blog? E como surgiu o convite?

O convite foi devido à pesquisa de um professor universitário do Espírito Santo, Fábio Malini. Ele está mapeando a blogosfera brasileira e nos indicou como um dos principais blogs da Amazônia para a revista Época, que estava fazendo a resportagem. Quem nos entrevistou foi a premiadíssima Eliane Brum. A repercussão têm sido excelente, tanto pelos novos leitores (muitos daqui de Belém, que não sabiam que existíamos) quanto pelos novos contatos.


Quais são as perspectivas agora pro blog? E vocês já conseguem ter grana com o blog?

Estamos com vários planos para 2010. Manteremos o que tem tido sucesso mas vamos evoluir. Muitas novidades por vir. A grana, logicamente pensamos nela. Mas só virá se fizermos um bom trabalho, se melhorarmos ainda mais, dando condições para que mais parceiros se interessem por nós. É um objetivo, mas não o principal, não o único.

sábado, 19 de dezembro de 2009

PROGRAMA-SE: ÓTIMAS FESTAS PARA ESSE SÁBADO







quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Brabul e o universo das redes sociais




Brabul, ou melhor, Jazz, é uma grandes pensadoras atuantes na internet, sobretudo, quando se fala em redes sociais no Pará. Conheça mais sobre ela, nessa entrevista exclusiva.

Como, quando e por que você começou a se interessar por esse universo de blogs, fotologs e sobretudo twitter?

Na verdade, bem antes dos blogs, eu tinha uns sites. O maior era de letras de música. O menor era um que fiz para a faculdade, no intuito de distribuir apostilas que digitávamos com as gravações das aula. Sempre com o objetivo de reunir a aproximar as pessoas.

Para você qual é a maior importância dessas redes sociais? Seria uma nova maneira de conhecer pessoas e de adquirir conhecimentos?

Na verdade, hoje em dia é um vício. Antes era mais um meios de fazer novos amigos, hoje em dia é uma maneira de estar sempre "por dentro" de tudo. Nem tem um objetivo real, já é costume mesmo.

Me passe todos os contatos das tuas redes sociais e blogs, etc?

http://meadiciona.com/gsknicole quase tudo reunido aqui. São 50 serviços listados. e outros que ja me cadastrei e me esqueci de cadastrar no meadiciona.

Fale sobre o reconhecimendo das pessoas em relação a tua personalidade, por causa de todas essas possibilidades de expressar o teu conhecimento?

Fiz várias amizades, alguns fãs, já ganhei presentes, já fui reconhecida na rua. É uma coisa muito louca, porque ao mesmo tempo que me super exponho na internet, eu não tenho muito essa noção "na vida real" e algumas pessoas acabam se decepcionando quando me conhecem. Elas devem pensar "ela é só isso aí" quando se deparam com uma menininha de um metro e meio.

Tens algum projeto para internet atualmente?

Meu último projeto era me superexpor ainda mais para ver se conseguia entrar no BBB, mas ainda não fui chamada e teve uns efeitos colaterais bem intensos. Junto com os fãs vieram os anti-fãs. E o projeto mais novo é o do podcast sobre sexo
o #pelafechadura, que será gravado, com alguns amigos de São Paulo e de Brasília pelo skype.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lucas Brito - Lucas Celebridade - O Fenômeno da Internet





Lucas Fama Pop, ou Lucas Celebridade, ou Lucas Brito é um dos nomes da internet atualmente. Conheça o que pensa esse grande comunicador nessa entrevista exclusiva. Direto de Luzilândia (PI) para o mundo. Contatos na internet: twitter - @lucasfamapop; blog: http://lucasfamapop.blogspot.com/






Conte sobre a sua carreira artística?



Sou um Professor de Português. Mas minhas aspirações artísticas falam mais alto. Sou Cerimonialista, Modelo, Ator, Dançarino, Cantor Pop (breve lançarei hit). Um popstar piauiense.


Como surgiu o interesse pelo mundo pop?

Isso é algo que nasceu comigo, quando eu estreie nessa vida.

Quem são os seus ídolos?


Me inspiro em nomes poderosos como Juliana Paes, Xuxa, Mulher Samambaia, Miro Moreira,Angélica, Tatyane Goulart,entre outros.


Para você a internet é, realmente, a melhor maneira para divulgar o trabalho artístico?


Sim. A mídia mais poderosa está fixada nas regiões do Sul e do Sudeste. A internet chega a esses solos, chama atenção das emissoras e faz os personagens nelas revelados se tornarem mitos.


Quando teremos a chance de encontrar com você aqui em Belém?

Quando eu estiver com condições para ir. Mas a culpa é de vocês que ainda não me chamaram para ancorar um evento aí. Talvez pensam que sou tosquinho, mas se enganam com o personagem.



O que você conhece da cultura paraense?



Tenho uma vontade grande de conhecer. Uma amiga luzilandense tem uma irmã que mora em Marabá, ela me disse que é uma delícia tacacá. Ela mandou pra mim um boá de plumas rosa. Muito lindo.


Quais são os teus próximos projetos?

Apresentar ou participar de eventos em todo o Brasil. Sou um artista que adora a diversidade do mundo artístico, quero me inserir. Convites pelo (86) 94465449 (celular) (86) 3393 1222 (rádio pela manhã de 7 às 10)



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bafafá Pro Música: A festa para fechar o ano

Norman Bates, um dos grandes destaques do BAFAFÁ


A manhã do domingo passado (13) começou um pouco preguiçosa na Praça da República (um dos centros públicos e culturais de Belém) quando algumas notícias começaram a vir à tona sobre o embargo da Prefeitura Municipal de Belém, em relação a utilização da carreta palco para a realização do manifesto musical Bafafá Pro Música. Mas isso não tirou o brilho da festa. E todos os shows ocorreram no anfiteatro da praça.

O pontapé inicial foi dado de uma maneira estrondosa com o hardcore da banda Núcleo Base, acordando quem estava se chegando. Logo depois vieram as melodias da Dharma Burns. E para a mostrar a miscelânea musical, que ainda estava por vir, foi a vez do DJ Morcegão e a Máfia da Baixada.

Quando a compositora Joelma Klaudia subiu no palco, o público presente ficou encantado com a performance dela e com as músicas. Logo depois, foi a vez de outro destaque feminino paraense, Juçara Abe, que junto com o DJ Morcegão, mostraram que toda mistura bem feita é agraciada pelo público.

Já no início da tarde, o grande compositor paraense Rafael Lima fez um show arrepiante. Logo em seguida, utilizando programações e uma dupla de músicos experientes, o baterista Arthur Kunz promoveu um show de jazz experimental, cedendo espaço à música experimental.

A tarde continuava e o público esquentava, dando vez para uma das bandas de rock mais festejadas da cidade, Vinil Laranja, que enlouqueceu quem não arredava o pé. O nível foi mantido com Tomates Verdes, com fortes influências do grunge, e pela banda Xamã, que está completando mais de 10 anos de atividades na noite de Belém. Para abrilhantar a tarde de domingo, a sutileza da Suzana Flag.

Com o local das apresentações, o anfiteatro da Praça da República, completamente tomado pelo público, foi a vez do hardcore do Licor de Xorume. O peso foi mantido com a banda Norman Bates, clássica banda paraense, que mostrou porque o rock paraense é um dos mais vislumbrados no resto do país.

Para fechar com o clima lá em cima, foi a vez do thrash metal do Telaviv, o público já estava completamente alucinado, quando eles subiram no palco. Resultado do Bafafá pro Música: Festival perfeito, mesmo com o embargo da Prefeitura Municipal de Belém; e todos voltaram para casa felizes da vida.